1.09.2015

QUANDO TEU FILHO....

Quando teu filho te procurar com o olhar, OLHA-O.
Quando te estender os braços, ABRAÇA-O.
Quando te procurar com tua boca, BEIJA-O.
Quando quiser te falar, ESCUTA-O.
Quando se sentir desamparado, AMPARA-O.
Quando se sentir só, ACOMPANHA-O.
Quando se sentir triste, CONSOLA-O.
Quando te pedir para deixá-lo, DEIXA-O.
Quando te pedir para voltar, RECEBE-O.
Quando estiver no esforço, ANIMA-O.
Quando estiver no fracasso, PROTEGE-O.
Quando perder toda a esperança, ALENTA-O...

                                                                                                            (Autoria desconhecida)

       Achei  esta mensagem perdida dentro de um livro que muito tempo não lia. Texto apropriado para reunião de pais na escola.

12.01.2014

POETA SOLITÁRIO

Quando todas as sombras escuras começam o sol engolir e a tragar,
Quando o brilho e calor do astro maior,cessam seus encantos,
Quando não mais ouço, dos canários o som a cantar,
Quando outros sons, saem a ecoar, muitos espantos!
Nesse instante, surge, do inesperado, versos a declarar,
Sinceramente, o tempo, sim, ele ataca sem perdão,
Não há tempo de dormir, não agora, frases juntar,
Uma alma viva, quem dera, eu quisera sugestão!
Há porém, espaços vazios, que só eu, encarar,
Até tento, com força e intento, me descobrir,
Fareja árdua, solitária, nesse imenso mar,
Lugar de encontros, até fome, é só vir!
Vou diminuindo, será o fim?
Combater, guerra forte,
Desistir, enfim?
Mera sorte!
David.....
2014

11.30.2014

DOR, QUEM TE INVENTOU?

Dor de solidão, separação, qual o teu prazer?
Dor da alma, do peito, da faca, quem te criou?
Dor de dente, patente, latente, sem viver?
Dor do aborrecimento, rancor, qual o teu querer?
Dor do parto, do fardo, da bala, quem enviou?
Dor de cabeça, ou ouvido, quem te feriu?
Dor do isolamento e da pedrada, quem te ensinou?
Dor de febre, da angustia desenfreada, quem insistiu?
Dor da moça bonita, sem parceiro, quem te enfureceu?
Dor da singela canção, dor do feto, quem te instruiu?
Dor do ego, dor da arrogância, por céus, o que te ocorreu?
Dor da família, das drogas, e sem filho, quem permitiu?
Dor das noites sem cheiro, sem tato, como apareceu?
Dor da madrugada fria e sem coberta, donde vens?
Dor da acusação, dor do preconceito, onde doeu?
Dor da desigualdade, pobreza e miséria, o que tens?
Dor do abandono, da segregação, quem te pariu?
Dor da política suja e maligna, qual cometa te ofertou?
Dor da ganancia e avareza, porque existiu e não sumiu?
Dor do pai, sem pão, nem tesão, quem te inspirou?
Dor do vestibular, pura covardia, onde elaborou?
Dor da fé, da religiosidade, da podridão, quem te bateu?
Dor de não ser ninguém, dor de ferida aberta, quem te penetrou?
Dor da vida que não escolhi, porque reviveu?
Dor do banco, do financiamento, do tormento, quem te fabricou?
Dor da favela, da mazela, da copa, quem te deu a luz?
Dor do inferno, do fraterno, da gasolina, quem te sufocou?
Dor da medicina, da doença e carnificina, quem te introduz?
Dor de tantas cores e raças, e ideologias más, quem te amamentou?
Dor que a todos faz doer, quem das profundezas te ressurgiu?
Dor de querer, mas sem comer, dor do alimento, quem te fomentou?
Dor que não se apresenta sozinha, quem te dirigiu?
Dor, ameaça, invade sem bater, machuca até onde pode alcançar...
AMOR, chega, abraça, acalma, abranda, outra, ninguém pode inventar

David Saulo de Andrade Ribeiro – novembro de 2014